27 de janeiro de 2010

Convite Especial

CONVITE À DISCIPLINA

“Somos servos inuteis, fizemos o que devíamos fazer.”
(Lucas: capítulo 17º, versículo 10.)

Os néscios não conseguem entendê-la.

Os preguiçosos supõem marginalizá-la.


Os ingratos desconsideram-na.


Os frívolos transferem-na no tempo e na oportunidade.


Os atormentados teimam por evitá-la.


Os vândalos corrompem-na.


Os pervertidos pensam mudar-lhe a estrutura, confundindo o teor em que
se apresenta.

Mas, incorruptível, a disciplina traça linhas diretivas e vigorosas,
trabalhando o diamante bruto do espírito, a fim de expungí-lo de toda jaça e torná-lo de real lavor.

Enxameiam em todo lugar os homens que a conspurcam, enlouquecidos
pela tirania do “eu” ou amesquinhados sob o peso da irresponsabilidade.

Nos dias modernos, muitas pessoas acreditam que manter disciplina em
relação a si mesmas, como ao próximo e à comunidade, — bases que são da Humanidade —, é esforço vão, tendo em vista a vitória dos usurpadores, das facções poderosas que se utilizam da força e da astúcia dos donos dos monopólios, como da impiedade...

No entanto o mentiroso a si mesmo se engana; o tirano a si próprio se
prejudica; o avaro constrói; o presídio dourado da loucura pessoal; o criminoso jugula-se à hediondez; o explorador condiciona-se à insaciabilidade.

Ninguém engana, realmente, ninguém.


É da Lei Divina que somente sofre o que o homem deve. Desde que se
apresente em condição de vítima expunge, enquanto o algoz adquire débito para ulterior aflição.

Face a isso, disciplina-te no exercício dos pequenos labores para fruíres as
alegrias que te conduzirão aos eloqüentes deveres que libertam e acalmam.

Disciplina é impositivo de alevantamento moral fomentador do progresso,
base da paz, de que ninguém pode prescindir.

Se as tuas disciplinas morais por enquanto se apresentam como pesada
canga, persevera e insiste nelas até que te chegue o instante liberativo em que se transformarão em prazer de plenitude e gozo de harmonia pessoal decorrente do júbilo de todos pelo que hajas produzido e conseguido.

CONVITES DA VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS

Conduta do Médium

DO MÉDIUM

Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada
transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto graves e importantes como as de qualquer outra pessoa.

O seareiro do Cristo é se
mpre servo, e servo do amor.

No horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante a
subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às sessões, tais como visitas inesperadas, fenômenos climatéricos e outros motivos, sustentando lealdade ao próprio dever.

Sem euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo.


Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica,
evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as explanações doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim de que não se prive do ensinamento.


A oração é luz na alma refletindo a Luz Divina.

Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível,
respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos.

O medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz
portador.

Silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele
fenômeno.

A espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do
Espírito.

Mesmo indiretamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.


Não há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.


Extinguir obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com
o intercâmbio mediúnico, quais sejam, a questão da consciência vigilante ou da inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as suscetibilidades doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento aos semelhantes.

Quem se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação.
Ainda quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja.

No rastro do orgulho, segue a ruína.


Fugir aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência
de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável.

O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.


“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.”
Paulo. (ICORÍNTIOS, 12:7.)


Conduta Espírita - André Luiz
Psicografia de Waldo Vieira.