5 de novembro de 2009

DO DIRIGENTE DE REUNIÕES DOUTRINÁRIAS

Ser atencioso, sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e disciplina na consecução das próprias tarefas.

Somente a forja do bom exemplo plasma a autoridade moral.

Observar rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo de realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda para atender a solicitação sem objetivo justo.

Ordem mantida, rendimento avançado.

Em favor de si mesmo e dos corações que se lhe associam à experiência, não se deixar conduzir por excessiva credulidade no trabalho direcional, nem alimentar, igualmente, qualquer prevenção contra pessoas ou assuntos.

Quem se demora na margem, sofre atraso em caminho. Interdizer a participação de portadores de mediunidade em desequilíbrio nas tarefas sistematizadas de assistência mediúnica, ajudando-os discretamente no reajuste.

Um doente-médium não pode ser um médium-sadio.

Colaborar para que se não criem situações constrangedoras para qualquer assistente, seja ele médium, enfermo ou acompanhante, procurando a paz de todos em todas as circunstâncias.

O proveito de uma sessão é fruto da paz Impedir, sem alarde, a presença de pessoas alcoolizadas ou excessivamente agitadas nas assembléias doutrinárias, excetuando-se nas tarefas programadas para tais casos.

A caridade não dispensa a prudência. Esclarecer com bondade quantos se apresentem sob exaltação religiosa ou com excessivo zelo pela própria Doutrina Espírita, à feição de fronteiriços do fanatismo. O conselho fraterno existe como necessidade mútua.

Desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas sessões, assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo.

Mais vale um sentimento puro que centenas de manifestações exteriores. Rejeitar sempre a condição simultânea de dirigente e médium psicofônico, por não poder, desse modo, atender condignamente nem a um nem a outro encargo.

Em qualquer atividade, a disciplina sedimenta o êxito. Fugir de julgar-se superior somente por estar na cabina de comando. Não é a posição que exalta o trabalhador, mas sim o comportamento moral com que se conduz dentro dela.

“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus -Cristo, assim também andai nele.” — Paulo.
(COLOSSENSES, 2:4.)

Conduta Espírita - André Luiz

30 de outubro de 2009

Amigo Ingrato

Amigo Ingrato

Causa-te surpresa o fato de ser o teu acusador de agora, o amigo aturdido de ontem, que um dia pediu-te abrigo ao coração gentil e ora não te concede ensejo, sequer, para esclarecimentos.

Despertas, espantado, ante a relação de impiedosas queixas que guardava de ti, ele que recebeu, dos teus lábios e da tua paciência, as excelentes lições de bondade e de sabedoria, com as quais cresceu emocional e culturalmente.

Percebes, acabrunhado, que as tuas palavras foram, pelo teu amigo, transformadas em relhos com os quais, neste momento, te rasga as carnes da alma, ele, que sempre se refugiou no teu conforto moral.

Reprocha-te a conduta, o companheiro que recebeste com carinho, sustentando-lhe a fragilidade e contornando as suas reações de temperamento agressivo.

Tornou-se, de um para outro momento, dono da verdade e chama-te mentiroso.

Ofereceste-lhe licor estimulante e recebes vinagre de volta.

Doaste-lhe coragem para a luta, e retribui-te com o desânimo para que fracasses.

Ele pretende as estrelas e empurra-te para o pântano.

Repleta-se de amor e descarrega bílis na tua memória, ameaçando-te sem palavras.

*

Não te desalentes!

O mundo é impermanente.

O afeto de hoje torna-se o adversário de amanhã.

As mãos que perfumas e beijas, serão, talvez, as que te esbofetearão, carregadas de urze.

*

Há mais crucificadores do que solidários na via de redenção.

Esquecem-se, os homens, do bem recebido, transformando-se em cobradores cruéis, sem possuírem qualquer crédito.

Talvez o teu amigo te inveje a paz, a irrestrita confiança em Deus, e, por isto, quer perturbar-te.

Persevera, tranqüilo!

Ele e isto, esta provação, passarão logo, menos o que és, o que faças.

Se erraste, e ele te azorraga, alegra-te, e resgata o teu equívoco.

Se estás inocente, credita-lhe as tuas dores atuais, que te aprimoram e te aproximam de Deus.

*

Não lhe guardes rancor.

Recorda que foi um amigo, quem traiu e acusou Jesus; outro amigo negou-O, três vezes consecutivas, e os demais amigos fugiram dEle.

Quase todos O abandonaram e O censuraram, tributando-Lhe a responsabilidade pelo medo e pelas dores que passaram a experimentar. Todavia, Ele não os censurou, não os abandonou e voltou a buscá-los, inspirá-los e conduzi-los de volta ao reino de Deus, por amá-los em demasia.

Assim, não te permitas afligir, nem perturbar pelas acusações do teu amigo, que está enfermo e não sabe, porque a ingratidão, a impiedade e a indiferença são psicopatologias muito graves no organismo social e humano da Terra dos nossos dias.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1990.

27 de outubro de 2009

Link super útil....

Este link é altamente instrutivo, principalmente porque nos leva a refletir e tirar nossas próprias conclusões referentes aos autores que diariamente editam livros "renovando a doutrina".
Que tenhamos elementos doutrinários suficientes para estudar e aprender e não somente criticar...

http://www.orientacaoespirita.org/critica.htm

12 de outubro de 2009

Relações Humanas no Centro Espírita

Xerxes Pessoa de Luna

Na dinâmica de funcionamento de uma Instituição Espírita, um dos elementos fundamentais a ser considerado é, indubitavelmente, o relacionamento humano interpessoal de seus integrantes, pois sendo a Casa Espírita um ambiente de paz, fraternidade, concórdia e amor, está a exigir de todos nós uma postura comportamental compatível com estes requisitos, a fim de que suas finalidades junto à criatura humana não venham a ser comprometidas por qualquer tipo de desarmonia. A ausência de testemunho, neste sentido, poderá abalar a unidade da Instituição, além de enfraquecer a ação transformadora espírita desenvolvida pela Casa; daí devermos envidar todos os esforços no sentido de que nossa convivência com os companheiros de jornada se faça sempre de forma saudável, pois é inconcebível que, por questões de ordem pessoal, muitas vezes motivadas pelo orgulho e a vaidade, comprometamos os bons serviços prestados pela Casa junto a nossos irmãos encarnados e desencarnados.

Sabemos que todos os trabalhadores de um Centro Espírita são criaturas animadas do desejo comum de bem servir à causa do Cristo à luz dos preceitos espíritas, entretanto, também é sabido que cada um traz consigo suas realidades e experiências individuais e isto, por vezes, constitui motivo de discordância no grupo de trabalho. Todavia, na qualidade de espíritas, deveremos estar atentos para o fato de sermos cada um de nós seres em diferentes faixas evolutivas e que estas diferenças são situações naturais que não devem servir de pretexto para nos separar e sim para nos unir em nossos propósitos de crescimento individual e coletivo, na medida em que nos auxiliamos uns aos outros. Neste sentido o exercício da paciência, da humildade, do respeito aos sentimentos alheios, do controle emocional, da cortesia, da disciplina e de tantos outros valores nobres da alma humana se faz imperativo.

É muito natural que num grupo de trabalho as pessoas discordem, contudo, essas discordâncias devem contribuir para o crescimento do grupo e não para seu esfacelamento. Se assim agirmos aboliremos de uma vez por todas, nessas ocasiões, as figuras dos vencidos, dos vencedores e dos melindres, pois que prevalecerá o bom senso, a unidade da Casa e a coerência doutrinária. Nos momentos em que os conflitos se fizeram inevitáveis, mantenhamos a serenidade, a ética e o respeito humano, buscando sempre, no diálogo, o entendimento, a concórdia e, acima de tudo, mantenhamo-nos fiéis à causa e à Casa que nos acolhe, preservando-as sempre de quaisquer danos. Atentemos para o conselho do apóstolo Paulo (Efésios, 4:1-3):

"Exorto-vos a que leveis uma vida digna da vocação a que fostes chamados, com toda humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros na caridade. Esforçai-vos por preservar a unidade do Espírito no vínculo da Paz."

Urge que nós, espíritas, paremos e reflitamos acerca da forma de nos relacionarmos uns com os outros em nossas Instituições. Não nos esqueçamos de que a reforma cristã do homem é a grande meta espírita. Fazê-lo feliz, justo, fraterno, amoroso e bom consigo mesmo e com seu semelhante é o objetivo de toda Casa Espírita; daí devermos envidar todos os esforços no sentido de que em nossas searas de trabalho o clima de convivência humana esteja sempre em consonância com tão nobres propósitos doutrinários a fim de que Nosso Senhor Jesus-Cristo, ao chegar, encontre a obra pronta.

Papel do Centro Espírita

Centro Espírita

É uma unidade basilar, como verdadeira célula da ação programática do Movimento Espírita, constituindo-se não só como um educandário de Espíritos, mas também como um atuante templo de orações e de fraterna vivência evangélica, através de uma conjugação de atividades beneméritas. É a abençoada instituição de cultivo do amor entre as criaturas encarnadas e desencarnadas, um santuário de reeducação espiritual.

Podemos imaginar este núcleo educativo e posto de socorro (...) na complexidade de uma usina e laboratório, hospital e escola, núcleo de pesquisas e célula de experiências valiosas, onde o coração e o cérebro se entreguem a inadiáveis tarefas de abnegação e fraternidade, de equilíbrio e união, de estudo e luz. (...)

É também um (...) posto de socorro espiritual e material (...)acolhendo (...) desde a criança (...) até os velhos, necessitados ou não de assistência e fraternidade. É templo, é casa de oração, é recanto de paz, acolhendo os desesperados, os angustiados, os revoltados. (...)

É uma alegria constatar que, no Brasil, o idealismo, o anseio da prática da caridade em seus multiformes aspectos e a firme vontade de propagar a Doutrina têm sido as alavancas propulsoras da fundação e sustentação das instituições espíritas. (...)

O papel que o Centro Espírita deve desempenhar é primordialmente o de operar a propagação da Doutrina Espírita para a renovação do homem, integrando-o no grupo familiar, com vistas ao progresso moral e espiritual da sociedade. (...) Como escolas de formação espiritual e moral que devem ser, desempenham papel relevante na divulgação do Espiritismo e no atendimento a todos os que nele buscam orientação e amparo. (...)

Cabe ao Centro Espírita, ainda, a responsabilidade (...) de mobilizar todos os recursos possíveis à instrução, orientação, alertamento e educação dos encarnados, seja na infância, na mocidade, na madureza ou na velhice, a fim de que se desincumbam com êxito de suas tarefas. (...)

Incumbe-lhe mais a atribuição de promover, em clima de harmonia, a Unificação. Recomenda o opúsculo Orientação ao Centro Espírita, que todo o Centro deve se unir com o propósito de confraternização, permutando experiências para o aprimoramento das próprias atividades e das realizações comuns. A este propósito, estarão os Centros observando a própria orientação sugerida por Kardec ao escrever. (...) Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que um dia, consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã.(...)

Da relevância das suas atribuições, da magnitude da sua missão, através de suas múltiplas atividades atuais, ressalta toda a imensurável e notável importância de seu papel no Mundo Contemporâneo, tão envolto em graves crises e tormentosas convulsões sociais.

Em verdade, ao aplicar a Doutrina, ensinando e promovendo a sua prática pelo exercício contínuo da lei de amor, atendendo aos necessitados, O Centro Espírita estará realizando o que de mais edificante e altaneiro podia alcançar: a evolução moral e espiritual do homem e da Humanidade, conduzindo ambos ao reino de luz, de paz e de bem-estar geral. Por tudo isso, bem se pode aquilatar de sua inestimável e insuperável importância.

O Centro Espírita desenvolve múltiplas realizações agrupadas em atividades básicas, administrativas, de comunicação e de unificação. As atividades que se relacionam com o objetivo da Doutrina são as básicas, discriminadas atualmente em Orientação ao Centro Espírita (obra citada) na seguinte ordem:

01. Promover o estudo metódico e sistemático da Doutrina Espírita e do Evangelho à luz do Espiritismo.

02. Promover a evangelização da criança à luz da Doutrina.

03. Incentivar a orientação da juventude na teoria e na prática doutrinária, integrando-a em suas tarefas.

04. Divulgar a Doutrina Espírita através do livro.

05. Promover o estudo da mediunidade, orientando as atividades mediúnicas.

06. Desenvolver atividades de assistência espiritual, mediante a utilização dos recursos oferecidos pela Doutrina, inclusive reuniões privativas de desobsessão.

07. Manter um trabalho de atendimento fraterno, pelo diálogo, com orientação e esclarecimento às pessoas que buscam o Centro.

08. Promover serviço de assistência social espírita, assegurando suas características beneficentes, preventivas e promocionais.

09. Incentivar e orientar a instituição do Culto do Evangelho no Lar.

Além destas, mais as atividades de ordem administrativa, através do trabalho de equipe, as atividades de comunicação, inclusive divulgação do Esperanto e, afinal, atividades de unificação, conjugando esforços e somando experiências com as demais instituições congêneres da mesma localidade ou região, de modo a evitar paralelismo ou duplicidade de realizações.

Bibliografia: Estudos Sistematizados da Doutrina Espírita - FEB - Programa I - Edição 1996

XAVIER, Francisco Cândido. In: Fonte Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

20 ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1995, lição 139, p. 312.

2 de setembro de 2009


O Sol e o vento



O sol e o vento discutiam sobrequal dos dois era mais forte e o vento disse:


- Provarei que sou o mais forte.Vê aquele velho que vem lá embaixo com um capote?



Aposto como posso fazer com que ele tire o capote mais depressa do que você.

O sol recolheu-se atrás de uma nuvem e o vento soprou até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava, mais o velho segurava o capote junto a si.

Finalmente o vento acalmou-se e desistiude soprar.

Então o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para o velho.

Imediatamente ele esfregou o rosto e tirou o capote.

O sol disse então ao vento que a gentileza e a amizade eram sempre mais fortes que a fúria e a força.




Autor desconhecido

Esta mensagem me foi enviada por uma amiga muito querida, que me faz todos os dias lembrar da importância de estudar e praticar. Obrigada Ruth!!




12 de agosto de 2009

PRECE DE CÁRITAS


Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade,
dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. Pai! dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, a criança o guia, ao órfão o pai.

Senhor!
Que vossa bondade es estenda sobre tudo o que criaste, Piedade, Senhor para que aqueles vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.


Que Vossa bondade permita aos Espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do vosso amor pode abrasar a terra; deixai-vos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.



Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos oh Bondade! Oh Beleza! oh Perfeição! e queremos de alguma sorte, merecer vossa misericórdia.

Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde se deve refletir vossa imagem.

9 de agosto de 2009


Por favor, Deus, tenho apenas 17 anos

No dia em que morri, era um dia normal de escola. Como desejaria agora ter tomado o ônibus... Mas eu estava muito apático para o ônibus. Recordo-me como persuadi mamãe a entregar-me o carro. “É um favor especial, implorei. Todos os garotos dirigem...” quando o sino das 14 horas e 50 minutos tocou, guardei todos os meus livros no armário: estava livre até 8h: 40m da noite seguinte. Corri em direção ao estacionamento, excitado pela idéia de dirigir em carro e ser o meu próprio chofer, livre... Não importa como o acidente ocorreu; eu estava zanzando indo em alta velocidade; arriscando-me doidamente. Mas eu estava desfrutando da minha liberdade e divertindo-me. A última coisa de que me recordo foi passar por uma velha senhora que parecia estar indo demasiadamente lenta. Ouvi um estrondo ensurdecedor e senti um horrível solavanco. Vidros e aços voaram por toda parte. Todo meu corpo parecia estar virando de dentro para fora. Eu ouvi o meu próprio grito... Subitamente acordei: tudo estava muito calmo. Um policial estava debruçado sobre mim. Então eu vi um médico. Meu corpo estava mutilado. Eu estava coberto de sangue e pedaços de vidro estavam enterrados por todo o meu corpo e, estranhamente, eu não sentia nada.

Ei, não cubra minha cabeça com esse lençol! Não posso estar morto: tenho apenas 17 anos! Tenho um compromisso esta noite. Tenho que crescer e levar uma vida maravilhosa. Ainda não vivi; não posso estar morto...

Mais tarde fui colocado numa gaveta. Meus pais tiveram que me identificar. Por que tive que encarar os olhos de minha mãe quando ela enfrentou a mais terrível provação de sua vida? De repente, papai parecia como um velho. Com voz embargada ele disse ao encarregado: - Sim, ele é meu filho... O enterro foi uma experiência estranha. Vi todos os meus parentes e amigos caminharem em direção ao caixão. Passavam, um a um, e me olhavam com o olhar que jamais havia visto. Alguns de meus companheiros estavam chorando. Algumas das moças tocavam a minha mão e se afastavam em lágrimas... Por favor,... Alguém... Acorde-me! Tirem-me daqui. Não suporto ver minha mãe e meu pai tão alquebrados. Meus avós estão tão angustiados que mal podem andar... Meu irmão e minhas irmãs parecem zumbis; movem-se como robôs. Ninguém pode acreditar no que vê e, eu, tampouco. Por favor, não me enterrem... Não posso estar morto... Ainda tenho que viver muito... Quero rir e correr novamente. Quero cantar e dançar. Por favor, não me ponha debaixo da terra! Deus, que se me der mais uma oportunidade, serei o motorista mais prudente e cuidadoso do mundo. Tudo o que eu quero é mais uma oportunidade. Por favor, Deus, tenho apenas 17 anos!...

Cópia original adquirida no DETRAN-BH +/- em 1978.

8 de agosto de 2009


Carta a meu filho

Meu filho, dito esta carta para que você saiba que estou vivo.
Quando você me estendeu a taça envenenada que me liquidou a existência, não pensávamos nisso. Nem você, nem eu.
A idéia da morte vagueava longe de mim, porque esperava de suas mãos apenas o remédio anestesiante para a minha enxaqueca. Entendi tudo, porém, quando você, transtornado, cerrou subitamente a porta e exclamou com frieza:
– Morre, velho!
As convulsões que me tomavam de improviso, traumatizavam-me a cabeça...
Era como se afiada navalha me cortasse as vísceras num braseiro de dor.
Pude ainda, no entanto, reunir minhas forças em suprema ansiedade e contemplar você, diante de meus olhos.

Suas palavras ressoavam-me aos ouvidos: – “morre, velho!”
Era tudo o que você, alterado e irreconhecível, tinha agora a dizer.
Entretanto, o amor em minh’alma era o mesmo.
Tornei à noite recuada quando o afaguei pela primeira vez. Sua mãezinha dormia, extenuada...
Pequenino e tenro de encontro ao meu peito, senti em você meu próprio coração a vagir nos braços...

E as recordações desfilaram, sucessivas.
Você, qual passarinho contente a abrigar-se em meu colo, o álbum de fotografias em que sua imagem apresentava desenvolvimento gradativo em todas as posições, as festas de aniversário e os bolos coloridos enfeitados de velas que seus lábios miúdos apagavam sempre numa explosão de alegria... Rememorei nossa velha casa, a princípio humilde e pobre, que o meu suor convertera em
larga habitação, rica e farta... Agoniado, recordei incidentes, desde muito esquecidos, nos quais me observava expulsando crianças ternas e maltrapilhas do grande jardim de inverno para que nosso lar fosse apenas seu...

Reencontrei-me, trabalhando, qual suarento animal, para que as facilidades do mundo nos atendessem as ilusões e os caprichos...

Em todos os quadros a se me reavivarem na lembrança, era você o grande soberano de nosso pequeno mundo...

O passado continuou a desdobrar-se dentro de mim. Revisei nossa luta para que os livros lhe modificassem a mente, o baldado esforço para que a mocidade se lhe erigisse em alicerce nobre ao futuro... De volta às antigas preocupações que me assaltavam, anotei-lhe, de novo, as extravagâncias contínuas, os aperitivos, os bailes, os prazeres, as companhias desaconselháveis, a rebeldia constante e o carro de luxo com que o presenteei num momento infeliz...

Filho do meu coração, tudo isso revi...
Dera-lhe todo o dinheiro que conseguira ajuntar, mas você desejava o resto.

Nas vascas da morte, vi-o, ainda, mãos ansiosas, arrebatando-me o chaveiro para surripiar as últimas jóias de sua mãe...Vi perfeitamente quando você empalmou o dinheiro, que se mantinha fora de nossa conta bancária, e, porque não podia odiá-lo, orei – talvez com fervor e sinceridade pela primeira vez – rogando a Deus nos abençoasse e compreendendo, tardiamente, que a verdadeira felicidade de nossos filhos reside, antes de tudo, no trabalho e na educação com que lhes venhamos a honrar a vida.

Não dito esta carta para acusá-lo. Nem de leve me passou pelo pensamento o propósito de anunciar-lhe o nome. Você continua sangue de meu sangue, coração de meu coração.

Muitas vezes, ouvi dizer que há filhos criminosos, mas entendo hoje que, na maioria das circunstâncias, há, junto deles, pais delinqüentes por acreditarem muito mais na força do cofre que na riqueza do espírito, afogando-os, desde cedo, na sombra da preguiça e no vício da ingratidão.

Não venho falar, assim, unicamente a você, porque seu erro é o meu erro igualmente. Falo também a outros pais, companheiros meus de esperança, para que se precatem contra o demônio do ouro desnecessário, porque todo ouro desnecessário, quando não busca o conselho da caridade, é tentação à loucura.

Há quem diga que somente as mães sabem amar e, realmente, o regaço materno é uma bênção do paraíso. Entretanto, meu filho, os pais também amam e, por amar imensamente a você, dirijo-lhe a presente mensagem, afirmando-lhe estar em prece para que a nossa falta encontre socorro e tolerância nos tribunais da Divina Justiça, aos quais rogo me concedam, algum dia, a felicidade de tê-lo no-
vamente ao meu lado, por retrato vivo de meu carinho...

Então nós dois juntos, de passo acertado no trabalho e no bem, aprenderemos,
enfim, como servir ao mundo, servindo a Deus.

J.

O Espírito da Verdade
Francisco Cândido Xavier / Waldo Vieira –
Cap. XIV – Item 9

Esta passagem deste livro me fez refletir longamente. Nossos filhos não são nossos filhos, mas estão nossos filhos, são nossos irmãos; com inclinações e aptidões anteriores a encarnação atual. Deus nos dá a oportunidade de aprender a amar de formas variadas, mas sempre com responsabilidade.
Numa palestra do Divaldo eu escutei que a guerra começa nos momentos de paz, pela nossa invigilância, porque durante a guerra estamos todos atentos.
Que esta mensagem sirva para nos alertar quanto a importância de nos manter vigilantes em nossas atitudes como pais, para que possamos colher os doces frutos de um aprendizado regado com amor.

Feliz Dia dos Pais!!!!

6 de agosto de 2009

Deus é Pai
Composição: Fábio de Melo

Quando o sol ainda não havia cessado seu brilho,
Quando a tarde engolia aos poucos
As cores do dia e despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos de sombra
Eu vi que Deus veio assentar-se
Perto do fogão de lenha da minha casa
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
E buscou um copo de água no pote de barro
Que ficava num lugar de sombra constante.
Ele tinha feições de homem feliz, realizado
Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia e que agora
Recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.
Eu o olhava e pensava:
Como é bom ter Deus dentro de casa!
Como é bom viver essa hora da vida
Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim.
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos,
Puxar a caneta do seu bolso
E pedir que ele desenhasse um relógio
Bem bonito no meu braço
Mas aquele homem não era Deus,
Aquele homem era meu pai
E foi assim que eu descobri
Que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
Revela-me Deus com seu
Jeito infinito de ser homem.

Feliz dia dos Pais....

A Mágoa - Chico Xavier

Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas...

Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas...

“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar...

As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”

“ quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca...”

“Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião...

Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual...”

“Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em pressão...”

Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo...

A amizade é uma dádiva de Deus...

Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!”

“A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico...”

“Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar... Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal... ....Ninguém tem o direito de se omitir”

“Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.”

“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal.”

Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor...

Magoar alguém é terrível!...”

Que um dia consigamos ter a grandeza deste espírito iluminado!!!

15 de julho de 2009

Clipe do Pai Nosso especial para crianças, afinal elas
adoram esta música e merecem...

Esta linda música nos leva a repensar sobre nossa
reforma íntima.



Fiz este clipe com muito carinho em homenagem
a minha cunhada Vanessa, que é uma grande
irmã na família e na doutrina.

14 de julho de 2009

Kardec

Lembrando o Codificador da Doutrina Espírita é imperioso estejamos alerta em nossos deveres fundamentais. Convençamos-nos de que é necessário:

Sentir Kardec;

Estudar Kardec;

Anotar Kardec;

Meditar Kardec;

Analisar Kardec;

Comentar Kardec;

Interpretar Kardec;

Cultivar Kardec;

Ensinar Kardec e

Divulgar Kardec.

Que é preciso cristianizar a humanidade é afirmação que não padece dúvida; entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para que, em nome de Jesus, não venhamos a fazer sobre a Terra mais um sistema de fanatismo e de negação.

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Publicado na revista Reformador, março de 1961, FEB.




Esta mensagens me foi enviada por minha amiga Elizabete Magalhães, que sempre me ajuda, com muito carinho e cuidado, a manter-me firme no estudo da Doutrina, que é a base para minha evolução. Muito Obrigada, minha companheira!!!

13 de julho de 2009

Mais ou Menos...

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...

TUDO BEM!


O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.


Chico Xavier

11 de julho de 2009


ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Senhor; fazei de mim um instrumento da Vossa paz!

Onde houver ódio, fazei com que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;

Onde houver erros, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.


Ó Mestre, fazei com que eu procure mais:

Consolar, a ser consolado;

Compreender, a ser compreendido;

Amar, a ser amado.

Pois é dando que se recebe;

E perdoando que se é perdoado;

E é morrendo que se vive para a vida eterna!

10 de julho de 2009

Clipe Andorinhas



Vídeo feito com imagens da internet com música e
letra de Marcus Viana na voz de Elizabete Lacerda



Com todo carinho para divulgação da Doutrina Espírita e encher o nosso espírito.

Clipe Porta do Céu

Musica Porta do Céu Padre Fábio de Mello



Conheci esta música numa situação muito
especial e fiquei encantada.

Clipe Flores

Feito com imagens da internet e muito carinho
para divulgação da Doutrina Espírita

Vídeo da música Flores de Elizabete Lacerda

Linda voz de uma grande amiga de doutrina, que nos ajuda a fazer nossas orações cantando.

SERVE SORRINDO

Auta de Souza


Derrama o coração pelo caminho
Tange a lira do bem que te procura
A mensagem da paz, canta baixinho
Onde brilhe a bondade doce e pura.



Oferta um ramo de flor a cada espinho
Por mais te doa a mágoa que tortura.
Para quem chora, a benção de carinho
É como estrela para a noite escura.



Bendize a própria dor em que te exprimes!
Serve sorrindo, embora de alma presa
Ao turbilhão das lágrimas sublimes.



Verás que em tudo se descerra
O amor de Deus na glória da beleza,
Que em cascatas de luz envolve a Terra!


Psicografia de Francisco Cândido Xavier
ORAÇÃO

João de Deus

A Ti, Senhor,
Meu coração
Imerso em dor
Aflito vem,



Pedindo a luz,
Pedindo o bem
E a salvação.
Pedir a quem,

Senão a Ti,
Cuja bondade
Me sorri
E me conduz

À imensidade
Da perfeição?
És a piedade
Divina e pura



Que à criatura
Dá luz e pão.
Sou eu, somente,
O impenitente

Na expiação.
Em Ti, portanto,
Confio e espero,
De Ti eu quero

Me aproximar!
Consolo santo,
Para o meu pranto
Venho implorar.



Bem sei, Senhor,
Se sofro e choro,
Se me demoro
No padecer,
É porque andei
Longe do Amor,
No meu viver.

O Amor é a lei,
Que me ensinaste
E que deixaste
Aos irmãos teus!

P’ra que eu pudesse,
Ditosamente,
Buscar os Céus.
Assim, contente,



Cheio de unção,
Elevo a prece
Do coração,
A Ti, Senhor,
Rogando amor,
Paz e perdão!

Do livro Parnaso de Além-Túmulo.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
PERDOA, TRABALHA E AMA

João de Deus


Meu filho: achaste na estrada

Angustia, miséria e lama?

Esquece o espinho e a pedrada

Na doce paz de quem ama.



A jornada transformou-se

Em verdadeira batalha?

Conserva a terna alegria

De quem espera e trabalha.


Teus amados esqueceram

A vida singela e boa?

Guarda a atitude amorosa

Do coração que perdoa.



Se buscas a Luz Divina

A que o Mestre nos conclama,

A todo o instante do dia,

Perdoa, trabalha e ama.



Livro “Relicário de Luz” - Autores Diversos
Psicografia de Francisco C. Xavier
BENÇÃO











Nasceste no lar que precisavas,
vestiste o corpo físico que merecias,
moras onde melhor Deus te proporcionou,
de acordo com teu adiantamento.


Possuis os recursos financeiros coerentes com
as tuas necessidades, nem mais, nem menos,
mas o justo para as tuas lutas terrenas.


Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.


Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.


Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.


Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas,
modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.


Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes....


São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.


Não reclames nem te faças de vítima.

Antes de tudo, analisa e observa.


A mudança está em tuas mãos.

Reprograme tua meta, busca o bem e viverás melhor.


Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo.


Qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.


Chico Xavier.


"ESTAREI COM DEUS, PASSAREI PELA TUA CASA E LEVAREI TODOS OS TEUS PROBLEMAS.
"

CHICO XAVIER
Mensagem de "Um Sertanejo Saudoso",
psicografada em 29/06/1992 por Vera Cohim.

Sinto saudades dos pastos verdes, das campinas ondulantes e da caatinga. Sinto saudades da poeira seca da minha terra, do cheiro das coisas e do som argentino do sino da igreja. Escuto ainda na voz da memória o balir das ovelhas, o mugir do gado, o zurrar do asno, o relinchar do cavalo. No tempo da minha saudade escuto o galo cantar para acordar o dia que se demora preguiçoso nos braços da noite.
Não tardes sol, a vida precisa de ti! E ele acorda langoroso e dolente e abraça-a, estendendo os raios aos confins da terra. Mas lá na minha terra o sol é mais ardente, pois o dia é exigente e zeloso; assim, cresta a terra insensata e seca as cacimbas seculares. Mas, mesmo assim, sinto falta da poeira e do pó, e ainda escuto ao longe o carro de boi.
Vai boi manso, guiando as rodas da minha saudade! Vai, vai bem para longe. Talvez, quem sabe, carregues contigo a memória traiçoeira.
Vestido branco de chita – prefiro cetim – toda arrumada e sestrosa, lá vem a menina para a feira. No rosto, leva o carmim, nos lábios, leva a cor do sol da nossa terra. Caminha ligeira, apressada. Vai levar alegria para os olhos cansados.
Sinto saudades do cheiro do mato, do odor acre da fumaça, da panela no fogo, as batatas cozidas fazendo as honras da casa. De tudo sinto falta e anelo poder um dia a tudo rever. Quem sabe, talvez, meu amor reencontrar. Já recordo nesse momento as noites de lua do meu lugar. Dengosa, a lua veste de prata os seus raios para os namorados. E as velhas beatas, vé u na cabeça, vestido comprido – a língua também! Até delas sinto falta.
Meu Deus, me permita um dia voltar, cobrir os meus passos de outrora, passos cansados, errados, antigos, com os passos de agora. Percorrer meus caminhos, sentir minha terra, ouvir as cantigas cheirar o jasmim.
Meu Deus não me tire o chiar do carro de boi, a fumaça do fogão, o sino da torre, o terço na mão.
Meu Deus, não te peço amores, prazeres; te peço a penas poder à minha terra voltar, plantar o milho, o feijão, colher o algodão.
Meu Deus, se me deres outra vez a vida, te prometo renovar-me e novo homem ser. Assim, meu Senhor, não mais chorarei por mim.

Mensagem originalmente impressa no Livro de Mensagens Espíritas do Lar Espírita Chico Xavier, médium Vera Cohim, volume 6 (período 1992 a 1994), p. 77. A versão original estava sem título.
Poesia de Emmanuel



Senhor:

ante o céu estrelado,
que nos revela a tua grandeza,
deixa que nossos corações se unam
à prece das coisas simples...

Concede-nos, Pai,
A compaixão das árvores,
a espontaneidade das flores,
a fidelidade da erva tenra,
a perseverança das águas que
procuram o repouso nas profundezas,



A serenidade do campo,
a brandura do vento leve,
a harmonia do outeiro,
a música do vale,
a confiança do inseto humilde,

o Espírito de serviço da Terra benfazeja,
para que não estejamos recebendo,
em vão, Tuas dádivas, e para que o
Teu Amor resplandeça no centro
de
nossas vidas, agora e sempre.

Assim seja

Do livro: Antologia da Criança.
Psicografia: Francisco Cândido Xavier